segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Oração: MARIA PASSA NA FRENTE




Mãe passa na minha frente neste momento em que não vejo nada, quando parece não haver luz no túnel, no momento da dúvida, do medo, na hora de tomar a decisão certa ou quando tudo parecer contrário a mim o que sou incapaz de fazê-lo.
Passa na frente e cuida das dificuldades que vou precisar enfrentar e do que não está ao meu alcance de ver.
Tu tens o poder para isso.
Maria passa na frente quando falo com meus filhos, quando me dirijo a minha esposa (o).
Passa na frente quando vou ao trabalho, quando conduzo o carro.
Passa na frente quando tiver que receber uma notícia, quando o médico me for dar o diagnostico de alguma doença, ou quando tiver de fazer uma cirurgia.
Defenda-me, protege-me, cuida de mim.
Passa na frente mãe, toca e aquece com seu amor materno os corações endurecidos que eu vou encontrar no caminho, pois tu és o astro que anuncia o sol e contigo ninguém fica sem sentir o seu calor.
Obrigado Mãe amada, sem a qual não haveria vitória.
Maria, coragem invencível dos atletas de Cristo, coluna de fogo que nos conduz na noite, Aurora da Boa Nova, passa hoje e sempre na minha frente.
Amém!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

No Ar


Ah, o Amor!

reinventa nuvens,

e eu flutuo...


Sonia R.


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Sentada à Beira de Um Verso


Será passagem de vento
este ar que se move,
me bole e rodeia?

Será miragem, ilusão de oásis,
esta água que brota
da ressequida areia?

Será amanhã
este hoje emergido
das cinzas do ontem,
...resgate do tempo?


Sonia R.

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Encalço

Com passos de infinito

calquei, sob meus pés,

os teus passos.


Sonia R.

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Em Tempo de Espera...

o relógio empreguiça:
arrisca um tic,
arrasta um tac...

Sonia R.

.

Um Talvez...

Uma luz se acende
Uma esperança brilha.
A noite triste, lentamente,
acena um dia risonho.
Uma porta entreabre-se.
Cristalizo uma voz,
na transparência do sim,
na verdade do talvez,
na promessa do reencontro.

Diante dos meus sonhos
coloco Você.


Sonia R.

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Divisão


Então façamos assim:
tu colhes as flores
eu colherei as estrelas

Teremos para nós
um lindo jardim estrelado.

Sonia R.

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cartinha para Leonor, minha mãezinha amada...

(um texto tão antigo, e sempre tão atual...)



Mãe, sinônimo de doação, de carinho, de afeto, de verdade, sem tempo, nem momento. Mulher que não mediu esforços para fazer de seu filho uma pessoa de bem, mulher cujo esforço sobre-humano, só se explica pelo fato de ser mãe.


Mamãe, que é tão sábia e é o esteio de meu caminho, através de você aprendi que o nosso sorriso depende apenas de irmos buscar nossos sonhos sem medo, sem mágoas retidas; porque a maior riqueza está nos nossos sonhos mais íntimos. Precisamos realizá-los, buscando-os no melhor caminho, no centro dos nossos corações.

Parabéns a você, pela pessoa maravilhosa que é, pela conduta especial que demonstra no seu dia-a-dia, pelos caminhos cheios de luz que a sua passagem deixa a cada um de seus semelhantes.


Neste dia, mãe, me faltam palavras para homenagear você, para dizer o quanto eu te admiro, o quanto eu te respeito, o quanto eu te amo. Não possuo presentes caros para te oferecer, tudo o que possuo é o meu amor: puro, verdadeiro e cheio de beleza.

Obrigada por tudo minha mãe, e nesse seu dia peço a Deus paz, alegria e muita saúde para você. E quero que saiba que você sempre foi, e sempre será a minha maior inspiração de vida, e meu maior consolo nas horas difíceis, meu porto seguro, meu colo de amor.
Feliz dia das mães!!!


Da filha que tanto te
ama,

quinta-feira, 5 de maio de 2011

até um dia...

Partiste... e levaste contigo um pouco de mim.
Foste o anjo bom que doou luz aos meus dias,

colocaste flores em meus caminhos,
e tiraste de mim tantos espinhos,
curando-me com o bálsamo do teu amor.

Lembro tão bem da meiguice da tua voz,
dos conselhos que sempre segui,
norteada pelos teus exemplos magnânimos.

Fui tua primeira neta, foste minha segunda mãe.
Embalaste-me em teus braços e por tantas vezes
me fizeste sentir aconchego e segurança
no teu amor.

Enxerguei a paz através dos teus olhos,
conheci a bondade através do teu coração.
Amei-te, amo-te e sempre te amarei.

Buscar-te-ei na eternidade, minha avozinha,
estarás sempre no meu pensamento,
jamais estarei longe de ti.

SoniaR.M.Carrato

18.08.03

sexta-feira, 29 de abril de 2011

sábado, 26 de março de 2011

Fernando Pessoa

"
Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada.
À parte disso, tenho todos os sonhos do mundo".

INTUIÇÃO (clique na imagem)

sexta-feira, 25 de março de 2011

UM DESABAFO [À VIDA]




"Todo homem de ação é essencialmente
animado e otimista porque quem não sente
é feliz" (Fernando Pessoa)



Se trago sonhos, persigo metas
trazes engano, crueza de pedras.

Se trago flores, luzes de auroras,
trazes espinhos, sombrejas caminhos.

Se trago o pálpito, o gosto de ser,
trazes a morte, teu pátrio poder.

Mas trago um trunfo
na força que aspiro
bambu que não verga
na crença que crê
____no amor que simples,
____naturalmente, existe.

E tu [vida], trazes o quê?

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quinta-feira, 24 de março de 2011

entenda-me, se quiseres.

"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar". (Clarice Lispector)

ser feliz, eis nossa maior busca

"O único propósito da existência humana é acender uma luz na escuridão da mera existência". (Carl Jung)

íntimo

obsessão?





O tempo empreguiçado de esquecer
cava abismos, arrasta as folhas
leva as estações, lava as certezas...
Quem és, afinal?
Não te deste a conhecer
manto negro dos mistérios
sombras de enigmas indecifrados
que se disse amor sem ser entrega
que se disse chegada... e foi partida.

Um suspiro da noite, um encontro
um poema apagado, um nome riscado
que ainda em chamas, clama
e não resgata esse tempo
que não pára, não pára, insano,
de correr.


Sonia R.

sexta-feira, 18 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Veredicto




Culpada foi a noite
que se vestiu de beleza
para escancarar o lado feio
desta obscena tristeza.
Culpada foi a poesia
que dançou letras e sons
e espalhou na solidão
um perfume de novo dia.
Mas a culpa maior foi tua,
pássaro trigueiro,
teu pouso na janela,
teu canto faceiro,
melodiando os versos
de um poema feiticeiro.

terça-feira, 15 de março de 2011

PEDIDO DE FLOR







O que quero de ti, jardineiro,

são teus zelos e segredos,

tua alma beija-flor,

tuas mãos de doce aroma,

teu amor-perfeito.


O que quero de ti, jardineiro,

é a redoma.


Sonia R.

MANSAMENTE...

Sem ruido, sem alarde, sem aviso
estranha sensação comprime o peito
tão solitária como o nascer do dia
tão contundente como lâmina fria.

Fiapos de tormenta, uma quase dor
derrame ácido que goteja temor
e, em silêncio, dissemina estilhaços.

Monta nos ombros do entusiasmo
e fecunda o germe do cansaço.


Sonia R.

SEMÂNTICO

Fechado o círculo,
perdem-se os contornos
de começo e fim.

A infinitude do tempo
repousa na vibração plena
do instante.


Sonia R.

IDÍLICO

Quem dera fosse possível

segurar o instante amado

parar o tempo que escoa

e aprisioná-lo no momento

como pinceladas revoltas

torções dolorosas

lamentos do artista sobre a tela

tentando contornar as formas.

Sonia R.

sábado, 12 de março de 2011

"Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo para ir."
Tennessee Williams

BUSCA

Onde o sentido
deste caminhar sem rumo
pés descalços na areia quente
deste infindável deserto,
tão esquecido de mar,
tão solitário de paisagem
que ilude luz de oásis
mas sem dizer ao certo
o quanto tem de miragem.

Onde a razão
desta selha de lágrimas
destes olhos de mágoa
desta voz que não solto
nestes versos que calam?

Sonia R.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dos Medos

Eu tenho medo de ruidos estranhos,
de sirenes na noite que acordam sonhos,
de relâmpagos acendendo nuvens,
de palavras soltas, de apelos inúteis.
Tenho medo das miragens,
das sombras que o sol estira no final do dia,
depois de um tanto e incontido brilhar.

Eu tenho medo das temperaturas imprevistas,
das minhas e das tuas inconstâncias
e do jeito, tão meu, de buscar telhas partidas
nos tetos altos das quimeras, só por uma nesga de céu.


Sonia R.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Em Silêncio



Gosto das cenas mudas
que imagino lá fora.
Além, muito além das pedras,
pressinto o mundo no vagar
das câmeras lentas.
Gosto das horas lerdas
que levam para além das pedras
o burburinho dos riachos
e o canto dos pássaros.
Gosto do som aquém das pedras,
barreira de conforto que me isola
das rimas fáceis da falsa poesia
e me traz a inspiração derradeira,
extraida sem beijo e sem estesia,
desta impregnada melancolia.


Sonia R.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sei Quando é o Amor...


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Sei quando é o amor
pelo som dos passos da noite
que cantam nas cores do crepúsculo.
Sei quando é sincero.
Sei quando é cúmplice.
Sei quando é palavra e quando é atitude.
No aconchego da noite envolvente,
braços, pernas - entrelaces,
intenso momento -
no compasso eterno do pêndulo.
Sei quando não é o amor
e o momento fugaz evapora-se
no vazio de um poema nômade,
sem nome,
ou em versos que rimam silêncio.


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Há Momentos Assim...




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Insone madrugada. Caminho pela sala, pelo quarto, pela solidão...
Piso silêncios quebrados pelo ranger de escárnio, enquizilado, do
assoalho.
O tempo parou lá fora, o vento passa quieto. O telefone não toca,
nenhuma voz, nenhum compasso, nenhum tango à meia luz.
Os ruidos, aqui dentro, são só soluços, sob meus passos...


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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SEQUIDÃO





caminho árido

deserto cáustico

- falta-me tua água

In My Life





só hoje olhei lá atrás

e bem ao meu lado

vi você...

Jogral





encenam-se impossibilidades
- iscas de laçar amores -
versos de encomenda
lançados à direção:
piano, flauta... fonema?

pseudo-musas, subpoesias
o céu estrelado no peito
é gatilho de pronto disparo
- mata-moscas, mata-borrão,
mata-sonhos, mata-histrião -

desferindo, do arco das palavras,
a flecha com veneno.

Resíduos






da janela aberta
a rua brilha as lágrimas
da noite deserta -
reflexo de chuva e caos.

arremedo grotesco
de amores vãos
- sentinela da solidão -
ah, rua boêmia!

um uivo de blues
vindo de qualquer lugar
afoga a tristeza
num copo de poema.